sexta-feira, 21 de agosto de 2026

O NOME DIVINO NAS ESCRITURAS

 

O NOME DIVINO NAS ESCRITURAS

YHWH, sua pronúncia e sua revelação bíblica

Cleriston Bezerra


Introdução

Poucos temas da linguagem bíblica despertam tanta curiosidade quanto o Nome Divino representado pelas quatro consoantes hebraicas יהוה. Ao longo dos séculos, diferentes tradições de leitura, transliterações e reconstruções procuraram explicar como esse nome teria sido pronunciado nos períodos bíblicos. A questão, porém, exige distinguir cuidadosamente o que o texto preservou, o que pertence à tradição de leitura e o que resulta de reconstrução filológica posterior.

A tese central deste artigo é simples: os massoretas não acrescentaram sinais vocálicos ao Tetragrama com a intenção de ensinar as pronúncias modernas “Jeová” ou “Yahweh”. Eles trabalhavam dentro de uma tradição judaica na qual יהוה era escrito, mas normalmente lido por uma forma substitutiva, sobretudo Adonai. A reconstrução Yahweh possui argumentos filológicos próprios e é predominante na pesquisa moderna, mas isso não equivale a possuir uma tradição fonética contínua e absolutamente demonstrável desde os períodos bíblicos mais antigos.

O estudo também procura evitar dois extremos: negar o valor da pesquisa filológica e, no sentido oposto, transformar uma reconstrução histórica em dogma religioso ou requisito de salvação. O objetivo é examinar o texto hebraico, a tradição massorética, a história das vocalizações, as escolhas das traduções e, finalmente, a maneira como o Novo Testamento desenvolve a teologia do Nome e apresenta Jesus Cristo como Senhor.

1. A escrita preservada do Nome Divino: יהוה — YHWH

O Nome Divino aparece no texto hebraico por meio de quatro consoantes: יהוה. Por possuir quatro letras, é tradicionalmente chamado Tetragrama, do grego “quatro letras”. Na transliteração acadêmica corrente, essas consoantes são representadas como YHWH.

As letras hebraicas são י (yod), ה (he), ו (waw) e ה (he). O hebraico é escrito da direita para a esquerda, enquanto a transliteração latina é apresentada da esquerda para a direita. O dado textual seguro, portanto, é a sequência consonantal YHWH. A dificuldade histórica está na recuperação das vogais e da realização fonética antiga.

A primeira ocorrência do Tetragrama no texto bíblico encontra-se em Gênesis 2:4. Na Biblia Hebraica Stuttgartensia (BHS), baseada no Códice de Leningrado, יהוה (YHWH) ocorre 6.828 vezes. Esse número também é registrado em trabalhos acadêmicos de frequência lexical do hebraico bíblico. Outras obras podem apresentar pequenas diferenças de contagem conforme a edição textual e os critérios empregados; por isso, neste artigo, 6.828 refere-se especificamente à tradição textual representada pela BHS.

2. O hebraico antigo e o problema das vogais

A escrita hebraica antiga era fundamentalmente consonantal. O leitor dependia do conhecimento da língua e da tradição oral para fornecer a vocalização durante a leitura. Séculos mais tarde, estudiosos judeus desenvolveram sistemas de sinais vocálicos para preservar a tradição de leitura do texto bíblico.

Esse dado é decisivo para o Tetragrama: possuir as quatro consoantes não significa automaticamente possuir, no próprio texto consonantal antigo, todas as informações necessárias para reconstruir com absoluta certeza sua pronúncia em cada período histórico.

3. A tradição judaica de reverência ao Tetragrama

Em determinado estágio da tradição judaica, consolidou-se a prática de evitar a pronúncia ordinária de יהוה. Durante a leitura das Escrituras, empregava-se sobretudo אֲדֹנָי (Adonai), “Senhor”. A prática é anterior aos massoretas e fornece o contexto indispensável para compreender a vocalização posterior do texto.

אֲדֹנָי (Adonai) — “Senhor / meu Senhor”. 

Essa substituição não significa que Adonai e YHWH sejam a mesma palavra. YHWH permanece aquilo que está escrito; Adonai funciona, nesse contexto, como aquilo que é lido. Essa distinção entre escrita e leitura é central para o restante da investigação.

4. Quem foram os massoretas e o que fizeram?

Os massoretas foram estudiosos judeus que, durante a Idade Média, transmitiram e anotaram cuidadosamente o texto hebraico das Escrituras. Entre suas contribuições estão sistemas de vocalização, acentuação e notas destinadas a preservar a tradição textual e de leitura.

Quando o Tetragrama aparecia, os sinais associados a ele deveriam ser compreendidos dentro da prática tradicional de leitura substitutiva. Em contextos comuns, a leitura era Adonai; quando Adonai já aparecia junto ao Tetragrama, podia-se ler Elohim para evitar a repetição “Adonai Adonai”. Esse comportamento é um forte indício de que os sinais não funcionavam simplesmente como registro da pronúncia original do Nome.

5. Como surgiu a forma Jehovah/Jeová?

A forma Jehovah, da qual deriva o português Jeová, desenvolveu-se na tradição cristã medieval e moderna quando leitores interpretaram conjuntamente as consoantes do Tetragrama e sinais vocálicos associados à tradição massorética de leitura. Não é historicamente preciso atribuir sua criação a uma única pessoa. A forma latina Iehoua é documentada em autores cristãos medievais anteriores a Petrus Galatinus; no século XVI, Galatinus contribuiu para a difusão da forma. Portanto, é mais correto falar em desenvolvimento histórico de uma vocalização híbrida do que em uma invenção isolada por determinado estudioso.

Por isso, a afirmação mais cuidadosa não é “um estudioso inventou Jeová”, mas que Jehovah/Jeová é uma forma historicamente desenvolvida a partir da leitura combinada das consoantes de YHWH com sinais vocálicos relacionados à tradição substitutiva. Ela se consolidou em diversas línguas, mas não constitui uma pronúncia transmitida ininterruptamente desde Moisés.

6. Yahweh/Javé: reconstrução filológica, não simples combinação massorética

É importante não colocar Yahweh/Javé e Jehovah/Jeová exatamente na mesma categoria histórica. Yahweh é uma reconstrução filológica sustentada por diferentes tipos de evidência: transcrições antigas, formas abreviadas do Nome, nomes teofóricos, comparação linguística e estudos sobre a morfologia hebraica.

Por essa razão, Yahweh tornou-se a reconstrução predominante em grande parte da pesquisa acadêmica moderna. Reconhecer isso não obriga, porém, a afirmar que possuímos uma gravação fonética do período mosaico. A formulação academicamente responsável é que Yahweh possui forte sustentação como reconstrução provável, mas probabilidade filológica não é idêntica a certeza fonética absoluta.

7. As numerosas tentativas históricas de vocalizar YHWH

A história da interpretação do Tetragrama mostra que sua vocalização não chegou à modernidade por uma tradição oral única, contínua e incontestável. Diferentes autores registraram ou propuseram formas como Iao, Iaoue/Iabe, Jahve, Javoh, Jehovah e outras. A diversidade histórica demonstra que estudiosos estavam tentando compreender ou reconstruir a pronúncia.

Nos séculos XVI e XVII, a pronúncia do Tetragrama tornou-se objeto de intenso debate entre hebraístas cristãos. Johannes Drusius contestou a leitura Jehovah; Louis Cappel também participou da discussão filológica; e, no início do século XVIII, o neerlandês Adriaan Reland reuniu estudos sobre a verdadeira pronúncia do Nome. Jean Le Clerc, erudito nascido em Genebra e atuante nos Países Baixos, igualmente aparece na história dessas discussões. Assim, não é historicamente correto atribuir as diferentes propostas de vocalização a “um francês” ou a um único autor: elas surgiram em debates internacionais, ao longo de vários séculos.

Da mesma maneira, a diversidade das propostas não significa que todas tenham o mesmo peso. A pesquisa filológica permite avaliar evidências e estabelecer graus de probabilidade. O ponto central é que as consoantes foram preservadas, enquanto a vocalização antiga passou a depender de investigação e reconstrução.

8. Dos massoretas ao século XXI: recuperamos a pronúncia exata?

A resposta exige distinguir reconstrução histórica de demonstração fonética absoluta. O texto preserva יהוה — YHWH. A tradição judaica passou a empregar principalmente Adonai na leitura litúrgica do Tetragrama, e os massoretas trabalharam dentro dessa tradição. A pesquisa moderna reúne transcrições antigas, nomes teofóricos, formas abreviadas e comparação semítica para reconstruir a vocalização mais provável.

Yahweh possui forte apoio acadêmico e é a reconstrução predominante entre muitos especialistas. Ainda assim, não dispomos de uma tradição fonética contínua e incontroversa que atravesse todos os períodos e permita reproduzir, sem qualquer margem de reconstrução, cada detalhe da pronúncia empregada nos tempos bíblicos mais antigos. Portanto, não é correto dizer que a pesquisa nada sabe sobre a vocalização; mas também é metodologicamente excessivo apresentar uma reconstrução moderna como certeza fonética absoluta.

9. Por que muitas traduções apresentam “SENHOR” em letras maiúsculas?

Em muitas Bíblias, SENHOR em maiúsculas ou versaletes é uma convenção editorial que sinaliza ao leitor que o texto hebraico contém יהוה — YHWH. Já “Senhor”, sem essa convenção, pode representar Adonai ou outros termos, conforme o contexto.

Assim, traduzir YHWH por SENHOR não significa necessariamente esconder o Nome Divino. Frequentemente, as próprias maiúsculas existem para indicar sua presença no original. A convenção preserva também a antiga tradição de leitura por “Senhor”.

A tradição grega tornou κύριος (kýrios), “Senhor”, uma forma central de representar o título divino. A história manuscrita da Septuaginta é complexa, pois testemunhos antigos também preservam formas do Nome em caracteres hebraicos; contudo, Kyrios tornou-se predominante na tradição cristã grega.

10. Isaías 40:3: o caminho de YHWH preparado para Jesus Cristo

“Uma voz clama: “No deserto preparem o caminho para o SENHOR; façam no deserto um caminho reto para o nosso Deus.””
Isaías 40:3 — NVI

No hebraico de Isaías 40:3, SENHOR corresponde ao Tetragrama יהוה. O texto anuncia a preparação do caminho de YHWH. Os quatro Evangelhos relacionam essa profecia à missão de João Batista, e aquele para quem João prepara o caminho na narrativa é Jesus Cristo (Mt 3:3; Mc 1:3; Lc 3:4; Jo 1:23).

A conexão não significa que Jesus seja a mesma pessoa que o Pai. Os Evangelhos distinguem Pai e Filho. A importância cristológica está em uma passagem referente a YHWH ser utilizada para interpretar a chegada de Jesus. Isso integra Jesus de maneira extraordinária à identidade e à ação divinas apresentadas pelas Escrituras de Israel.

11. Joel 2:32 e Romanos 10:9–14: invocar YHWH e confessar Jesus como Senhor

“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.”
Romanos 10:9 — NVI

Paulo inicia a seção com a confissão de Jesus como Senhor e, ao mesmo tempo, distingue Jesus de Deus, que o ressuscitou. Nos versículos seguintes, fala do “mesmo Senhor”, daqueles que o invocam e culmina citando Joel 2:32: “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. No hebraico de Joel, o referente é יהוה — YHWH.

γάρ (gár) — “pois, porque, com efeito”.

Entre Romanos 10:10–13, Paulo emprega γάρ repetidamente para ligar as proposições. A conjunção introduz explicação ou fundamento e ajuda a perceber que o apóstolo não está reunindo frases independentes: ele constrói uma cadeia argumentativa que parte da confissão “Jesus é Senhor” e chega à citação de Joel.

κύριος (kýrios) — “Senhor”.

O encadeamento de κύριος, dos pronomes e do verbo “invocar” favorece a leitura de Jesus como referente contextual em Romanos 10:13. O versículo 14 continua a sequência: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?”. Não há evidência manuscrita grega existente que estabeleça o Tetragrama como leitura original de Romanos 10:13; propostas de restauração permanecem hipóteses textuais, não leituras documentadas pelos manuscritos gregos preservados.

12. O nome de Jesus e a salvação no Novo Testamento

“Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos.”
Atos 4:12 — NVI

Em Atos 4, o contexto identifica explicitamente Jesus Cristo de Nazaré como aquele em cujo nome o milagre foi realizado e em cujo nome a salvação é proclamada. O conceito bíblico de “nome” não se reduz à fonética: envolve a identidade, autoridade e pessoa representada pelo nome.

σωτηρία (sōtēría) — “salvação, libertação”.

ὄνομα (ónoma) — “nome”.

“Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa.”
Atos 16:31 — NVI

João 20:31 relaciona fé em Jesus e vida “em seu nome”. Filipenses 2:9–11 declara que Jesus recebeu “o nome que está acima de todo nome” e que será confessado como Senhor. O pano de fundo de Isaías 45, onde todo joelho se dobra diante de YHWH, torna essa linguagem especialmente significativa para a cristologia do Novo Testamento.

13. O que significa realmente “santificar o nome de Deus”?

“Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.”
Mateus 6:9 — NVI

ἁγιάζω (hagiázō) — “santificar, tratar como santo, consagrar”.

Santificar o Nome não significa tornar Deus mais santo; significa reconhecê-lo e tratá-lo como santo. Ezequiel 36 mostra que o Nome podia ser profanado pela conduta do povo, o que demonstra que “nome” envolve reputação, identidade e honra, não apenas pronúncia.

“Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste.”
João 17:6 — NVI

Em João 17, revelar o nome do Pai não pode ser reduzido a ensinar uma sequência de vogais. Jesus declara que tornou o Pai conhecido e que continuaria a fazê-lo (Jo 17:26). A revelação do Nome envolve a revelação da identidade, do caráter, da vontade e da obra do próprio Deus.

Por isso, alguém poderia teoricamente conhecer uma vocalização antiga e ainda não conhecer verdadeiramente o Deus que ela identifica. Biblicamente, conhecer o Nome significa conhecer, honrar e confiar naquele que o Nome representa.

14. O que podemos afirmar com segurança — e o que não devemos transformar em dogma

Ao final da investigação, algumas distinções podem ser estabelecidas com segurança. A grafia consonantal יהוה — YHWH foi preservada. Desenvolveu-se uma tradição judaica de leitura substitutiva, sobretudo por Adonai. Os massoretas registraram a tradição de leitura do texto e seus sinais associados ao Tetragrama não devem ser confundidos automaticamente com a vocalização original dos períodos bíblicos.

Jehovah/Jeová é uma forma historicamente desenvolvida e consolidada em várias línguas, mas não uma pronúncia transmitida ininterruptamente desde Moisés. Yahweh/Javé possui situação diferente: é uma reconstrução filológica fortemente sustentada e predominante na pesquisa moderna. Ainda assim, reconstrução provável não equivale a demonstração fonética absoluta.

Também não devemos tratar todas as propostas como igualmente prováveis. A filologia avalia transcrições, morfologia, nomes teofóricos, formas abreviadas e comparação linguística. A cautela acadêmica não exige relativismo; exige apenas que o grau de certeza da afirmação corresponda ao grau de evidência.

Por fim, nenhuma reconstrução moderna deve ser elevada à condição de requisito de salvação sem fundamentação bíblica explícita. O Novo Testamento concentra a proclamação salvadora na fé em Deus e em Jesus Cristo, o Senhor, e utiliza textos veterotestamentários relacionados a YHWH dentro de sua cristologia.

Conclusão Geral

A investigação sobre o Nome Divino exige reverência e precisão. As Escrituras Hebraicas preservaram as quatro consoantes יהוה — YHWH. O que não chegou até nós da mesma maneira foi uma tradição fonética contínua e incontroversa capaz de demonstrar, sem margem de reconstrução, exatamente como o Nome era vocalizado nos períodos bíblicos mais antigos.

A tradição judaica passou a evitar sua pronúncia ordinária e a utilizar sobretudo Adonai. Os massoretas trabalharam dentro dessa tradição. Por isso, a forma Jehovah/Jeová não deve ser apresentada como se os sinais massoréticos tivessem sido colocados para ensinar a pronúncia original. Ao mesmo tempo, Yahweh/Javé deve ser tratada com justiça acadêmica: possui evidências filológicas importantes e é a reconstrução predominante, embora continue sendo uma reconstrução histórica.

A questão bíblica, porém, ultrapassa a fonética. Jesus ensinou: “Santificado seja o teu nome” e declarou ter revelado o nome do Pai. Conhecer o Nome é conhecer aquele que o Nome representa — sua identidade, santidade, autoridade, caráter e obra.

O Novo Testamento aprofunda essa revelação ao aplicar a Jesus textos das Escrituras de Israel relacionados a YHWH. Isaías 40:3 anuncia o caminho de YHWH, e os Evangelhos apresentam João Batista preparando o caminho de Jesus. Joel 2:32 promete salvação a quem invocar YHWH, e Paulo cita essa passagem no clímax de uma argumentação iniciada com “Jesus é Senhor”. Isaías 45 fala do joelho que se dobra diante de YHWH, e Filipenses 2 emprega essa linguagem na exaltação de Jesus Cristo.

Isso não confunde o Pai com o Filho. O Novo Testamento mantém sua distinção pessoal e, ao mesmo tempo, atribui a Jesus títulos, prerrogativas e textos ligados à identidade divina. A proclamação apostólica coloca a salvação na fé em Jesus Cristo, o Senhor, não na capacidade de reconstruir uma vocalização antiga. 

Portanto, se perguntarmos qual forma do Nome Divino foi preservada no texto hebraico, a resposta é clara: יהוה — YHWH. Se perguntarmos se Jeová é comprovadamente a pronúncia original preservada pelos massoretas, a resposta é não. Se perguntarmos se Yahweh possui fundamento acadêmico, a resposta é sim, como reconstrução filológica fortemente sustentada. Mas não possuímos o mesmo grau de evidência para afirmar uma reprodução fonética absolutamente incontestável dos períodos bíblicos mais antigos.

A revelação é maior do que a reconstrução. Podemos estudar as quatro consoantes, sua história e as propostas de vocalização; porém, o centro da revelação bíblica é conhecer o próprio Deus. E, segundo o testemunho do Novo Testamento, o Filho é aquele que torna o Pai conhecido. Assim, a investigação termina na confissão apostólica: Jesus Cristo é Senhor — e nele as Escrituras proclamam salvação, vida e esperança.

Nota de revisão acadêmica: a contagem de 6.828 ocorrências de יהוה foi mantida com referência explícita à BHS; a seção histórica sobre Jehovah/Jeová foi qualificada para não atribuir sua origem a um único autor; e a reconstrução Yahweh foi distinguida da forma Jehovah/Jeová, reconhecendo-se seu forte apoio filológico sem transformá-la em certeza fonética absoluta.

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