O NOME DIVINO NAS ESCRITURAS
YHWH, sua pronúncia e sua revelação bíblica
Cleriston Bezerra
Introdução
Poucos temas da
linguagem bíblica despertam tanta curiosidade quanto o Nome Divino representado
pelas quatro consoantes hebraicas יהוה. Ao longo dos séculos, diferentes
tradições de leitura, transliterações e reconstruções procuraram explicar como
esse nome teria sido pronunciado nos períodos bíblicos. A questão, porém, exige
distinguir cuidadosamente o que o texto preservou, o que pertence à tradição de
leitura e o que resulta de reconstrução filológica posterior.
A tese central deste artigo é simples: os massoretas não acrescentaram sinais vocálicos ao Tetragrama com a intenção de ensinar as pronúncias modernas “Jeová” ou “Yahweh”. Eles trabalhavam dentro de uma tradição judaica na qual יהוה era escrito, mas normalmente lido por uma forma substitutiva, sobretudo Adonai. A reconstrução Yahweh possui argumentos filológicos próprios e é predominante na pesquisa moderna, mas isso não equivale a possuir uma tradição fonética contínua e absolutamente demonstrável desde os períodos bíblicos mais antigos.
O estudo também
procura evitar dois extremos: negar o valor da pesquisa filológica e, no sentido
oposto, transformar uma reconstrução histórica em dogma religioso ou requisito
de salvação. O objetivo é examinar o texto hebraico, a tradição massorética, a
história das vocalizações, as escolhas das traduções e, finalmente, a maneira
como o Novo Testamento desenvolve a teologia do Nome e apresenta Jesus Cristo
como Senhor.
1. A escrita preservada do Nome Divino: יהוה — YHWH
O Nome Divino
aparece no texto hebraico por meio de quatro consoantes: יהוה. Por possuir
quatro letras, é tradicionalmente chamado Tetragrama, do grego “quatro letras”.
Na transliteração acadêmica corrente, essas consoantes são representadas como
YHWH.
As letras
hebraicas são י (yod), ה (he), ו (waw) e ה (he). O hebraico é escrito da
direita para a esquerda, enquanto a transliteração latina é apresentada da
esquerda para a direita. O dado textual seguro, portanto, é a sequência
consonantal YHWH. A dificuldade histórica está na recuperação das vogais e da
realização fonética antiga.
A primeira
ocorrência do Tetragrama no texto bíblico encontra-se em Gênesis 2:4. Na Biblia
Hebraica Stuttgartensia (BHS), baseada no Códice de Leningrado, יהוה (YHWH)
ocorre 6.828 vezes. Esse número também é registrado em trabalhos acadêmicos de
frequência lexical do hebraico bíblico. Outras obras podem apresentar pequenas
diferenças de contagem conforme a edição textual e os critérios empregados; por
isso, neste artigo, 6.828 refere-se especificamente à tradição textual
representada pela BHS.
2. O hebraico antigo e o problema das vogais
A escrita
hebraica antiga era fundamentalmente consonantal. O leitor dependia do
conhecimento da língua e da tradição oral para fornecer a vocalização durante a
leitura. Séculos mais tarde, estudiosos judeus desenvolveram sistemas de sinais
vocálicos para preservar a tradição de leitura do texto bíblico.
Esse dado é
decisivo para o Tetragrama: possuir as quatro consoantes não significa
automaticamente possuir, no próprio texto consonantal antigo, todas as
informações necessárias para reconstruir com absoluta certeza sua pronúncia em
cada período histórico.
3. A tradição judaica de reverência ao Tetragrama
Em determinado
estágio da tradição judaica, consolidou-se a prática de evitar a pronúncia
ordinária de יהוה. Durante a leitura das Escrituras, empregava-se sobretudo אֲדֹנָי
(Adonai), “Senhor”. A prática é anterior aos massoretas e fornece o contexto
indispensável para compreender a vocalização posterior do texto.
אֲדֹנָי (Adonai) — “Senhor / meu Senhor”.
Essa
substituição não significa que Adonai e YHWH sejam a mesma palavra. YHWH
permanece aquilo que está escrito; Adonai funciona, nesse contexto, como aquilo
que é lido. Essa distinção entre escrita e leitura é central para o restante da
investigação.
4. Quem foram os massoretas e o que fizeram?
Os massoretas
foram estudiosos judeus que, durante a Idade Média, transmitiram e anotaram
cuidadosamente o texto hebraico das Escrituras. Entre suas contribuições estão
sistemas de vocalização, acentuação e notas destinadas a preservar a tradição
textual e de leitura.
Quando o
Tetragrama aparecia, os sinais associados a ele deveriam ser compreendidos
dentro da prática tradicional de leitura substitutiva. Em contextos comuns, a
leitura era Adonai; quando Adonai já aparecia junto ao Tetragrama, podia-se ler
Elohim para evitar a repetição “Adonai Adonai”. Esse comportamento é um forte
indício de que os sinais não funcionavam simplesmente como registro da
pronúncia original do Nome.
5. Como surgiu a forma Jehovah/Jeová?
A forma
Jehovah, da qual deriva o português Jeová, desenvolveu-se na tradição cristã
medieval e moderna quando leitores interpretaram conjuntamente as consoantes do
Tetragrama e sinais vocálicos associados à tradição massorética de leitura. Não
é historicamente preciso atribuir sua criação a uma única pessoa. A forma
latina Iehoua é documentada em autores cristãos medievais anteriores a Petrus
Galatinus; no século XVI, Galatinus contribuiu para a difusão da forma.
Portanto, é mais correto falar em desenvolvimento histórico de uma vocalização
híbrida do que em uma invenção isolada por determinado estudioso.
Por isso, a
afirmação mais cuidadosa não é “um estudioso inventou Jeová”, mas que
Jehovah/Jeová é uma forma historicamente desenvolvida a partir da leitura
combinada das consoantes de YHWH com sinais vocálicos relacionados à tradição
substitutiva. Ela se consolidou em diversas línguas, mas não constitui uma
pronúncia transmitida ininterruptamente desde Moisés.
6. Yahweh/Javé: reconstrução filológica, não simples
combinação massorética
É importante
não colocar Yahweh/Javé e Jehovah/Jeová exatamente na mesma categoria
histórica. Yahweh é uma reconstrução filológica sustentada por diferentes tipos
de evidência: transcrições antigas, formas abreviadas do Nome, nomes
teofóricos, comparação linguística e estudos sobre a morfologia hebraica.
Por essa razão, Yahweh tornou-se a reconstrução predominante em grande parte da pesquisa acadêmica moderna. Reconhecer isso não obriga, porém, a afirmar que possuímos uma gravação fonética do período mosaico. A formulação academicamente responsável é que Yahweh possui forte sustentação como reconstrução provável, mas probabilidade filológica não é idêntica a certeza fonética absoluta.
7. As numerosas tentativas históricas de vocalizar YHWH
A história da
interpretação do Tetragrama mostra que sua vocalização não chegou à modernidade
por uma tradição oral única, contínua e incontestável. Diferentes autores
registraram ou propuseram formas como Iao, Iaoue/Iabe, Jahve, Javoh, Jehovah e
outras. A diversidade histórica demonstra que estudiosos estavam tentando
compreender ou reconstruir a pronúncia.
Nos séculos XVI
e XVII, a pronúncia do Tetragrama tornou-se objeto de intenso debate entre
hebraístas cristãos. Johannes Drusius contestou a leitura Jehovah; Louis Cappel
também participou da discussão filológica; e, no início do século XVIII, o
neerlandês Adriaan Reland reuniu estudos sobre a verdadeira pronúncia do Nome.
Jean Le Clerc, erudito nascido em Genebra e atuante nos Países Baixos,
igualmente aparece na história dessas discussões. Assim, não é historicamente
correto atribuir as diferentes propostas de vocalização a “um francês” ou a um
único autor: elas surgiram em debates internacionais, ao longo de vários
séculos.
Da mesma
maneira, a diversidade das propostas não significa que todas tenham o mesmo
peso. A pesquisa filológica permite avaliar evidências e estabelecer graus de
probabilidade. O ponto central é que as consoantes foram preservadas, enquanto
a vocalização antiga passou a depender de investigação e reconstrução.
8. Dos massoretas ao século XXI: recuperamos a pronúncia
exata?
A resposta
exige distinguir reconstrução histórica de demonstração fonética absoluta. O
texto preserva יהוה — YHWH. A tradição judaica passou a empregar principalmente
Adonai na leitura litúrgica do Tetragrama, e os massoretas trabalharam dentro
dessa tradição. A pesquisa moderna reúne transcrições antigas, nomes
teofóricos, formas abreviadas e comparação semítica para reconstruir a
vocalização mais provável.
Yahweh possui
forte apoio acadêmico e é a reconstrução predominante entre muitos
especialistas. Ainda assim, não dispomos de uma tradição fonética contínua e
incontroversa que atravesse todos os períodos e permita reproduzir, sem
qualquer margem de reconstrução, cada detalhe da pronúncia empregada nos tempos
bíblicos mais antigos. Portanto, não é correto dizer que a pesquisa nada sabe
sobre a vocalização; mas também é metodologicamente excessivo apresentar uma
reconstrução moderna como certeza fonética absoluta.
9. Por que muitas traduções apresentam “SENHOR” em letras
maiúsculas?
Em muitas
Bíblias, SENHOR em maiúsculas ou versaletes é uma convenção editorial que
sinaliza ao leitor que o texto hebraico contém יהוה — YHWH. Já “Senhor”, sem
essa convenção, pode representar Adonai ou outros termos, conforme o contexto.
Assim, traduzir YHWH por SENHOR não significa necessariamente esconder o Nome Divino. Frequentemente, as próprias maiúsculas existem para indicar sua presença no original. A convenção preserva também a antiga tradição de leitura por “Senhor”.
A tradição
grega tornou κύριος (kýrios), “Senhor”, uma forma central de representar o
título divino. A história manuscrita da Septuaginta é complexa, pois
testemunhos antigos também preservam formas do Nome em caracteres hebraicos;
contudo, Kyrios tornou-se predominante na tradição cristã grega.
10. Isaías 40:3: o caminho de YHWH preparado para Jesus
Cristo
“Uma voz clama: “No deserto preparem o caminho para o SENHOR; façam
no deserto um caminho reto para o nosso Deus.””
Isaías 40:3 — NVI
No hebraico de Isaías
40:3, SENHOR corresponde ao Tetragrama יהוה. O texto anuncia a preparação do
caminho de YHWH. Os quatro Evangelhos relacionam essa profecia à missão de João
Batista, e aquele para quem João prepara o caminho na narrativa é Jesus Cristo
(Mt 3:3; Mc 1:3; Lc 3:4; Jo 1:23).
A conexão não
significa que Jesus seja a mesma pessoa que o Pai. Os Evangelhos distinguem Pai
e Filho. A importância cristológica está em uma passagem referente a YHWH ser
utilizada para interpretar a chegada de Jesus. Isso integra Jesus de maneira
extraordinária à identidade e à ação divinas apresentadas pelas Escrituras de
Israel.
11. Joel 2:32 e Romanos 10:9–14: invocar YHWH e confessar
Jesus como Senhor
“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu
coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.”
Romanos 10:9 — NVI
Paulo inicia a
seção com a confissão de Jesus como Senhor e, ao mesmo tempo, distingue Jesus
de Deus, que o ressuscitou. Nos versículos seguintes, fala do “mesmo Senhor”,
daqueles que o invocam e culmina citando Joel 2:32: “todo aquele que invocar o
nome do Senhor será salvo”. No hebraico de Joel, o referente é יהוה — YHWH.
γάρ (gár) — “pois, porque, com efeito”.
Entre Romanos
10:10–13, Paulo emprega γάρ repetidamente para ligar as proposições. A
conjunção introduz explicação ou fundamento e ajuda a perceber que o apóstolo
não está reunindo frases independentes: ele constrói uma cadeia argumentativa
que parte da confissão “Jesus é Senhor” e chega à citação de Joel.
κύριος (kýrios) — “Senhor”.
O encadeamento de κύριος, dos pronomes e do verbo “invocar” favorece a leitura de Jesus como referente contextual em Romanos 10:13. O versículo 14 continua a sequência: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?”. Não há evidência manuscrita grega existente que estabeleça o Tetragrama como leitura original de Romanos 10:13; propostas de restauração permanecem hipóteses textuais, não leituras documentadas pelos manuscritos gregos preservados.
12. O nome de Jesus e a salvação no Novo Testamento
“Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum
outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos.”
Atos 4:12 — NVI
Em Atos 4, o
contexto identifica explicitamente Jesus Cristo de Nazaré como aquele em cujo
nome o milagre foi realizado e em cujo nome a salvação é proclamada. O conceito
bíblico de “nome” não se reduz à fonética: envolve a identidade, autoridade e
pessoa representada pelo nome.
σωτηρία (sōtēría) — “salvação, libertação”.
ὄνομα (ónoma) — “nome”.
“Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa.”
Atos 16:31 — NVI
João 20:31
relaciona fé em Jesus e vida “em seu nome”. Filipenses 2:9–11 declara que Jesus
recebeu “o nome que está acima de todo nome” e que será confessado como Senhor.
O pano de fundo de Isaías 45, onde todo joelho se dobra diante de YHWH, torna
essa linguagem especialmente significativa para a cristologia do Novo
Testamento.
13. O que significa realmente “santificar o nome de Deus”?
“Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.”
Mateus 6:9 — NVI
ἁγιάζω (hagiázō) — “santificar, tratar como santo,
consagrar”.
Santificar o
Nome não significa tornar Deus mais santo; significa reconhecê-lo e tratá-lo
como santo. Ezequiel 36 mostra que o Nome podia ser profanado pela conduta do
povo, o que demonstra que “nome” envolve reputação, identidade e honra, não
apenas pronúncia.
“Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste.”
João 17:6 — NVI
Em João 17,
revelar o nome do Pai não pode ser reduzido a ensinar uma sequência de vogais.
Jesus declara que tornou o Pai conhecido e que continuaria a fazê-lo (Jo
17:26). A revelação do Nome envolve a revelação da identidade, do caráter, da
vontade e da obra do próprio Deus.
Por isso,
alguém poderia teoricamente conhecer uma vocalização antiga e ainda não
conhecer verdadeiramente o Deus que ela identifica. Biblicamente, conhecer o
Nome significa conhecer, honrar e confiar naquele que o Nome representa.
14. O que podemos afirmar com segurança — e o que não
devemos transformar em dogma
Ao final da investigação, algumas distinções podem ser estabelecidas com segurança. A grafia consonantal יהוה — YHWH foi preservada. Desenvolveu-se uma tradição judaica de leitura substitutiva, sobretudo por Adonai. Os massoretas registraram a tradição de leitura do texto e seus sinais associados ao Tetragrama não devem ser confundidos automaticamente com a vocalização original dos períodos bíblicos.
Jehovah/Jeová é
uma forma historicamente desenvolvida e consolidada em várias línguas, mas não
uma pronúncia transmitida ininterruptamente desde Moisés. Yahweh/Javé possui
situação diferente: é uma reconstrução filológica fortemente sustentada e
predominante na pesquisa moderna. Ainda assim, reconstrução provável não
equivale a demonstração fonética absoluta.
Também não
devemos tratar todas as propostas como igualmente prováveis. A filologia avalia
transcrições, morfologia, nomes teofóricos, formas abreviadas e comparação
linguística. A cautela acadêmica não exige relativismo; exige apenas que o grau
de certeza da afirmação corresponda ao grau de evidência.
Por fim,
nenhuma reconstrução moderna deve ser elevada à condição de requisito de
salvação sem fundamentação bíblica explícita. O Novo Testamento concentra a
proclamação salvadora na fé em Deus e em Jesus Cristo, o Senhor, e utiliza
textos veterotestamentários relacionados a YHWH dentro de sua cristologia.
Conclusão Geral
A investigação
sobre o Nome Divino exige reverência e precisão. As Escrituras Hebraicas
preservaram as quatro consoantes יהוה — YHWH. O que não chegou até nós da mesma
maneira foi uma tradição fonética contínua e incontroversa capaz de demonstrar,
sem margem de reconstrução, exatamente como o Nome era vocalizado nos períodos
bíblicos mais antigos.
A tradição
judaica passou a evitar sua pronúncia ordinária e a utilizar sobretudo Adonai.
Os massoretas trabalharam dentro dessa tradição. Por isso, a forma
Jehovah/Jeová não deve ser apresentada como se os sinais massoréticos tivessem
sido colocados para ensinar a pronúncia original. Ao mesmo tempo, Yahweh/Javé
deve ser tratada com justiça acadêmica: possui evidências filológicas
importantes e é a reconstrução predominante, embora continue sendo uma
reconstrução histórica.
A questão
bíblica, porém, ultrapassa a fonética. Jesus ensinou: “Santificado seja o teu
nome” e declarou ter revelado o nome do Pai. Conhecer o Nome é conhecer aquele
que o Nome representa — sua identidade, santidade, autoridade, caráter e obra.
O Novo
Testamento aprofunda essa revelação ao aplicar a Jesus textos das Escrituras de
Israel relacionados a YHWH. Isaías 40:3 anuncia o caminho de YHWH, e os
Evangelhos apresentam João Batista preparando o caminho de Jesus. Joel 2:32
promete salvação a quem invocar YHWH, e Paulo cita essa passagem no clímax de
uma argumentação iniciada com “Jesus é Senhor”. Isaías 45 fala do joelho que se
dobra diante de YHWH, e Filipenses 2 emprega essa linguagem na exaltação de
Jesus Cristo.
Isso não confunde o Pai com o Filho. O Novo Testamento mantém sua distinção pessoal e, ao mesmo tempo, atribui a Jesus títulos, prerrogativas e textos ligados à identidade divina. A proclamação apostólica coloca a salvação na fé em Jesus Cristo, o Senhor, não na capacidade de reconstruir uma vocalização antiga.
Portanto, se
perguntarmos qual forma do Nome Divino foi preservada no texto hebraico, a
resposta é clara: יהוה — YHWH. Se perguntarmos se Jeová é comprovadamente a
pronúncia original preservada pelos massoretas, a resposta é não. Se
perguntarmos se Yahweh possui fundamento acadêmico, a resposta é sim, como
reconstrução filológica fortemente sustentada. Mas não possuímos o mesmo grau
de evidência para afirmar uma reprodução fonética absolutamente incontestável
dos períodos bíblicos mais antigos.
A revelação é
maior do que a reconstrução. Podemos estudar as quatro consoantes, sua história
e as propostas de vocalização; porém, o centro da revelação bíblica é conhecer
o próprio Deus. E, segundo o testemunho do Novo Testamento, o Filho é aquele
que torna o Pai conhecido. Assim, a investigação termina na confissão
apostólica: Jesus Cristo é Senhor — e nele as Escrituras proclamam salvação,
vida e esperança.
Nota
de revisão acadêmica: a contagem de 6.828 ocorrências de יהוה foi mantida com
referência explícita à BHS; a seção histórica sobre Jehovah/Jeová foi
qualificada para não atribuir sua origem a um único autor; e a reconstrução
Yahweh foi distinguida da forma Jehovah/Jeová, reconhecendo-se seu forte apoio
filológico sem transformá-la em certeza fonética absoluta.
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