DÍZIMOS E OFERTAS: O CRISTÃO AINDA DEVE CONTRIBUIR?
Introdução
Poucos assuntos relacionados à vida cristã provocam tantas discussões quanto os dízimos e as ofertas.
De um lado, há aqueles que defendem que o princípio do dízimo continua válido para o cristão. De outro, há quem afirme que o dízimo pertencia exclusivamente à Lei de Moisés e que, depois da morte e ressurreição de Cristo, o cristão deve apenas fazer ofertas voluntárias.
Um dos argumentos mais utilizados contra a continuidade do dízimo afirma que, na Bíblia, ele era constituído de alimentos — cereais, frutos e animais — e não de dinheiro. A partir disso, conclui-se que entregar dez por cento dos rendimentos atuais não teria fundamento bíblico.
Mas será que essa conclusão considera toda a trajetória bíblica do dízimo?
Para responder adequadamente, não podemos começar em Malaquias nem selecionar apenas alguns textos da Lei de Moisés. Precisamos acompanhar o assunto desde seus primeiros registros, observar o que aconteceu antes da Lei, compreender sua regulamentação em Israel, examinar as palavras de Jesus e verificar como o Novo Testamento trata contribuições, sustento ministerial, ofertas e o episódio de Abraão e Melquisedeque.
Também precisamos distinguir duas coisas que frequentemente são confundidas: o princípio do dízimo e sua regulamentação dentro da Lei mosaica.
Se determinada prática aparece antes da Lei, não podemos simplesmente afirmar que ela nasceu com a Lei. Da mesma forma, se a Lei posteriormente estabeleceu regras específicas para Israel, não podemos transportar automaticamente todas essas regras para a igreja.
Nosso propósito, portanto, não é defender tradições religiosas nem justificar práticas abusivas. A pergunta que orientará este estudo é outra:
O que as Escrituras realmente ensinam?
O primeiro registro bíblico do dízimo: Abraão e Melquisedeque
O primeiro registro explícito de alguém entregando o dízimo aparece muito antes da formação da nação de Israel e da entrega da Lei no Sinai.
Depois de retornar da batalha em que resgatou Ló, Abraão encontrou Melquisedeque:
“Então Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho e abençoou Abrão [...] E Abrão lhe deu o dízimo de tudo.”
Gênesis 14:18–20 — NVI
Esse acontecimento é importante por uma razão histórica evidente: não havia ainda Lei de Moisés, sacerdócio levítico, tabernáculo ou templo.
Gênesis não registra um mandamento anterior no qual Deus tenha ordenado a Abraão que entregasse dez por cento. Portanto, não devemos inventar uma ordem que as Escrituras não registram. Ao mesmo tempo, a ausência desse registro não nos autoriza a afirmar que Deus jamais lhe tivesse dado alguma orientação anterior.
O que podemos afirmar com segurança é que, no primeiro registro explícito do dízimo nas Escrituras, Abraão já conhecia e praticava a décima parte.
O dízimo não começou com a Lei de Moisés.
Observe também a expressão utilizada: “o dízimo de tudo.” O texto de Gênesis não define aquele dízimo como exclusivamente cereais, frutos ou animais.
“Considerem a grandeza desse homem: até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo dos despojos!”
Hebreus 7:4 — NVI
Portanto, o primeiro registro bíblico não permite definir o dízimo simplesmente como “alimento”. Isso, isoladamente, ainda não demonstra toda a responsabilidade do cristão na Nova Aliança. Mas estabelece algo que precisará ser considerado durante todo o estudo: a existência do dízimo antecede a legislação mosaica.
Jacó e o dízimo antes da Lei de Moisés
Abraão não é o único exemplo anterior ao Sinai. Muito tempo antes da entrega da Lei, Jacó fez um voto a Deus:
“Então Jacó fez um voto: ‘Se Deus estiver comigo, cuidar de mim nesta viagem que estou fazendo, prover-me de comida e roupa, e levar-me de volta em segurança à casa de meu pai, então o SENHOR será o meu Deus. E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo’.”
Gênesis 28:20–22 — NVI
Novamente encontramos a décima parte antes do estabelecimento do sistema levítico. E novamente a linguagem é ampla: “de tudo o que me deres.”
O voto de Jacó é pessoal, e o texto não apresenta naquele momento um mandamento universal dirigido a todas as pessoas. Entretanto, o registro fornece uma segunda evidência histórica de que a prática da décima parte era conhecida antes da Lei de Moisés.
Abraão entregou o dízimo de tudo a Melquisedeque.
Jacó prometeu a Deus o dízimo de tudo o que recebesse.
A Lei posteriormente regulamentaria uma prática cuja existência as Escrituras já haviam registrado.
O dízimo na Lei de Moisés: era apenas alimento?
“Todos os dízimos da terra, seja dos cereais, seja das frutas, pertencem ao SENHOR; são consagrados ao SENHOR.”
Levítico 27:30 — NVI
“O dízimo dos seus rebanhos, um de cada dez animais que passem debaixo da vara do pastor, será consagrado ao SENHOR.”
Levítico 27:32 — NVI
Seria incorreto negar que, dentro da legislação de Israel, o dízimo envolvia produção agrícola e animais. A questão é outra: isso significa que a própria palavra “dízimo” deve ser definida universalmente como alimento? Não.
Israel vivia em uma sociedade profundamente ligada à terra, à agricultura e à criação de animais. A palavra “dízimo” indica a décima parte. Cereais, frutos e animais eram aquilo sobre o qual essa décima parte era aplicada dentro da estrutura estabelecida para Israel.
A própria legislação mostra que dinheiro e valores monetários não eram completamente estranhos ao assunto. Levítico 27:31 previa que, se alguém quisesse resgatar parte de seu dízimo, deveria acrescentar um quinto ao seu valor.
“Troquem o dízimo por prata, e levem a prata ao lugar que o SENHOR, o seu Deus, escolher.”
Deuteronômio 14:25 — NVI
Isso não significa que o dízimo ordinário de Israel fosse normalmente entregue em dinheiro. O texto não deve ser utilizado para afirmar aquilo que não diz. Entretanto, ele demonstra que também é excessiva a afirmação de que dinheiro jamais poderia possuir qualquer relação com o dízimo bíblico.
“Dou aos levitas todos os dízimos em Israel como retribuição pelo trabalho que fazem ao servir na Tenda do Encontro.”
Números 18:21 — NVI
O ponto fundamental é distinguir a forma histórica assumida pelo dízimo dentro da economia de Israel do princípio da décima parte, cuja existência já encontramos antes da Lei.
Dízimos, ofertas e fidelidade a Deus
“Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda perguntam: ‘Como é que te roubamos?’ Nos dízimos e nas ofertas.”
Malaquias 3:8 — NVI
Observe que o texto menciona duas categorias: “dízimos e ofertas.” Isso é importante porque demonstra que, naquele contexto, uma coisa não era simplesmente outro nome para a outra.
“Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa.”
Malaquias 3:10 — NVI
Novamente encontramos alimento relacionado ao dízimo. Isso é perfeitamente compreensível dentro do sistema religioso e econômico de Israel. Mas dizer que deveria haver alimento no depósito não significa que a palavra “dízimo” passe a significar lexicalmente “alimento”.
Malaquias 3 não deve ser transformado em uma fórmula moderna de enriquecimento. O centro da repreensão é fidelidade a Deus, não uma técnica para enriquecimento.
Onde as Escrituras declaram que as ofertas voluntárias substituíram completamente o dízimo?
Jesus confirmou ou aboliu o dízimo?
“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas.”
Mateus 23:23 — NVI
Jesus não estava elogiando a hipocrisia dos fariseus. Eles demonstravam extremo rigor em determinadas práticas religiosas enquanto negligenciavam justiça, misericórdia e fidelidade. Entretanto, Cristo não os repreendeu por dizimarem.
É verdade que essas palavras foram pronunciadas antes da cruz, quando o sistema mosaico ainda estava em vigor. Por essa razão, Mateus 23:23 sozinho não resolve a questão da prática cristã depois da cruz. Mas também não registra Jesus abolindo ou condenando o dízimo.
Abraão, Melquisedeque, o dízimo e o sacerdócio de Cristo
Esse é um ponto decisivo.
“Esse Melquisedeque era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. Ele se encontrou com Abraão quando este voltava, depois de derrotar os reis, e o abençoou; e Abraão lhe deu o dízimo de tudo.”
Hebreus 7:1–2 — NVI
“Considerem a grandeza desse homem: até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo dos despojos!”
Hebreus 7:4 — NVI
O capítulo compara Melquisedeque com o sacerdócio levítico. Os descendentes de Levi recebiam dízimos de acordo com a Lei, enquanto Melquisedeque recebeu o dízimo de Abraão sem pertencer à linhagem de Levi.
Historicamente, o dízimo não dependeu do sacerdócio levítico para existir.
“Você é sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.”
Hebreus 7:17 — NVI
Hebreus 7 não apresenta uma legislação financeira para a igreja. Seu objetivo principal é cristológico e sacerdotal. Não devemos colocar no capítulo uma frase que ele não traz, como “todo cristão deve entregar dez por cento a Jesus”.
Hebreus 7 não ordena o dízimo aos cristãos — mas também não declara sua abolição.
Abraão entregou o dízimo quando ainda não existia nenhum levita.
Se o dízimo continua, por que os apóstolos ensinaram ofertas voluntárias?
“Quanto à coleta para o povo de Deus, façam como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, de acordo com a sua renda, reservando-a para que não seja preciso fazer coletas quando eu chegar.”
1 Coríntios 16:1–2 — NVI
“Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.”
2 Coríntios 9:7 — NVI
“Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos.”
2 Coríntios 8:3–4 — NVI
Essas passagens ensinam claramente a generosidade voluntária. Mas onde elas dizem: “As ofertas voluntárias substituíram o dízimo”? Essa declaração não aparece.
“...entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor...”
2 Coríntios 8:5 — NVI
“Da mesma forma o Senhor ordenou àqueles que pregam o evangelho, que vivam do evangelho.”
1 Coríntios 9:14 — NVI
Não encontramos uma fórmula apostólica expressa dizendo: “Todo cristão deverá entregar exatamente dez por cento de sua renda.” Mas também não encontramos: “O dízimo foi abolido” nem “A partir de agora, as ofertas substituem o dízimo”.
Dízimo e oferta podem ser compreendidos de maneira complementar: fidelidade na décima parte e generosidade nas ofertas.
Se não existe um mandamento apostólico explícito de dez por cento, por que afirmar que o cristão deve dizimar?
Porque uma doutrina não deve ser examinada apenas procurando uma única frase isolada. Precisamos considerar a trajetória bíblica do princípio.
O dízimo aparece com Abraão, aparece novamente com Jacó, é posteriormente regulamentado pela Lei de Moisés, é tratado pelos profetas, é mencionado por Jesus e o Novo Testamento retorna ao episódio de Abraão e Melquisedeque em Hebreus.
O sistema levítico teve um começo histórico e chegou ao seu cumprimento com a mudança de sacerdócio. Por isso, não devemos transportar para a igreja as regulamentações próprias daquele sistema.
O cristão não precisa levar cereais para um depósito do templo em Jerusalém. Não existe uma tribo de Levi na igreja. Não estamos submetidos às regulamentações territoriais dadas à antiga nação de Israel.
o princípio da décima parte
e a regulamentação levítica da décima parte.
dízimo como fidelidade na décima parte;
oferta como generosidade além dela.
O cristão não deve dizimar porque alguém o força, nem ofertar para comprar bênçãos. Ele pode fazê-lo voluntariamente, por convicção e com alegria.
O cristão deve dizimar e também ofertar.
A quem devem ser destinados os dízimos e as ofertas?
A responsabilidade não termina quando alguém contribui. As Escrituras também estabelecem princípios para aqueles que recebem e administram os recursos destinados à obra de Deus.
“Dou aos levitas todos os dízimos em Israel como retribuição pelo trabalho que fazem ao servir na Tenda do Encontro.”
Números 18:21 — NVI
“Da mesma forma o Senhor ordenou àqueles que pregam o evangelho, que vivam do evangelho.”
1 Coríntios 9:14 — NVI
O sustento legítimo de quem trabalha na obra de Deus possui fundamento bíblico. Isso, porém, é muito diferente de transformar a religião em meio de enriquecimento pessoal.
“Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir.”
1 Pedro 5:2 — NVI
Os recursos também podem servir à proclamação do evangelho, às necessidades legítimas da obra e ao cuidado com os necessitados.
“Somente pediram que nos lembrássemos dos pobres, o que me esforcei por fazer.”
Gálatas 2:10 — NVI
Quem administra também prestará contas
“Queremos evitar que alguém nos critique quanto ao nosso modo de administrar essa generosa oferta, pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens.”
2 Coríntios 8:20–21 — NVI
Transparência e responsabilidade financeira são compatíveis com a fé cristã.
A fidelidade de quem entrega não cancela a responsabilidade de quem administra.
Recursos consagrados à obra de Deus não se tornam propriedade pessoal de quem os administra.
Dízimo e oferta: obrigação, gratidão ou adoração?
“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.”
João 14:15 — NVI
Obedecer a Deus não significa ser forçado por uma pessoa. Nenhum pastor ou líder deveria utilizar medo, ameaças ou constrangimento para obrigar alguém a entregar dinheiro.
“Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.”
2 Coríntios 9:7 — NVI
Como vimos, o contexto trata de uma oferta específica. Entretanto, o princípio espiritual permanece precioso: Deus deseja uma contribuição consciente e alegre.
Contribuir com alegria não significa contribuir sem princípio.
“...de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo.”
Gênesis 28:22 — NVI
Obediência sem gratidão pode tornar-se mero dever exterior.
Gratidão sem compromisso pode tornar-se apenas sentimento.
Não damos para sermos salvos.
Não damos para comprar milagres.
Não damos para colocar Deus em dívida conosco.
Damos porque pertencemos a Ele.
Uma orientação prática para quem deseja dizimar e ofertar
Depois de compreendermos a diferença entre dízimo e oferta, podemos apresentar uma orientação prática para aqueles que desejam organizar seus recursos de maneira que expresse fidelidade e generosidade.
100% daquilo que possuímos permanece sob a soberania de Deus.
Separar o dízimo não significa que os outros noventa por cento deixem de pertencer a Ele e possam ser utilizados irresponsavelmente. Tudo deve ser administrado diante de Deus.
No dízimo, porém, encontramos nas Escrituras uma proporção definida: a décima parte — dez por cento.
Quanto à oferta, as Escrituras não estabelecem uma porcentagem universal. Depois de separar dez por cento como dízimo, permanecem noventa por cento sob nossa administração. A partir desses recursos, cada cristão pode decidir diante de Deus quanto deseja separar como oferta.
Pode ser, por exemplo, 1%, 2%, 3% ou outra proporção, conforme suas possibilidades e aquilo que determinou em seu coração.
Isso não é um mandamento bíblico.
100% — tudo permanece sob a soberania de Deus e deve ser administrado para Sua honra.
10% — separados como dízimo.
90% — permanecem sob nossa administração para nossas necessidades, responsabilidades e demais compromissos.
Desses 90% — cada adorador pode determinar voluntariamente quanto deseja separar como oferta.
Quem oferta três por cento não é necessariamente mais fiel do que quem oferta um por cento. Pessoas possuem rendimentos, responsabilidades familiares e condições diferentes. Deus conhece aquilo que entregamos e conhece também nosso coração.
No dízimo, respeitamos a proporção apresentada nas Escrituras.
Na oferta, exercemos voluntariamente a generosidade que Deus colocou em nosso coração.
Conclusão — À luz das Escrituras, o cristão deve dizimar e ofertar?
Sim. Há fundamento bíblico para que o cristão dizime e também oferte.
Essa conclusão não depende de um único versículo. O dízimo aparece antes da Lei, com Abraão e Jacó. Posteriormente, a Lei de Moisés regulamentou a prática dentro da estrutura religiosa, econômica e social de Israel. Os profetas trataram dízimos e ofertas como expressões de fidelidade. Jesus não condenou o dízimo. Hebreus retorna ao acontecimento anterior à Lei, no qual Abraão entregou o dízimo a Melquisedeque. E as ofertas ensinadas pelos apóstolos nunca são apresentadas como substituição explícita do dízimo.
Ao mesmo tempo, precisamos preservar aquilo que os textos não dizem. Hebreus 7 não apresenta uma ordem direta estabelecendo dez por cento para a igreja. Mateus 23:23 foi pronunciado antes da cruz. As regulamentações agrícolas e levíticas de Israel não devem ser simplesmente transferidas para a igreja. E as ofertas apostólicas devem permanecer voluntárias e alegres.
É justamente considerando todos esses elementos juntos que chegamos à conclusão.
Nenhum dízimo compra salvação.
Nenhuma oferta compra cura.
Nenhuma contribuição obriga Deus a enriquecer alguém.
A graça de Deus não está à venda.
Nossa salvação repousa na obra redentora de Jesus Cristo. Portanto, não contribuímos para sermos aceitos por Deus. Contribuímos porque reconhecemos que pertencemos a Ele e que aquilo que temos está sob Sua soberania.
Assim, rejeitamos os dois extremos: o comércio religioso que utiliza o dízimo e a oferta para explorar pessoas; e a tentativa de utilizar a graça cristã para eliminar toda responsabilidade de fidelidade e generosidade.
obediência sem imposição humana;
fidelidade sem legalismo;
voluntariedade sem irresponsabilidade;
generosidade sem ostentação;
gratidão sem interesse;
e adoração sem comércio religioso.
“Como posso honrar a Deus com aquilo que Ele colocou em minhas mãos?”
Tudo pertence a Ele. Tudo deve ser administrado diante dEle. E quando o cristão compreende isso, dízimos e ofertas deixam de ser apenas números e passam a expressar fidelidade, gratidão, generosidade e adoração.
Dizimar é reconhecer.
Ofertar é compartilhar.
Administrar com fidelidade é obedecer.
E fazer tudo isso com um coração agradecido é adorar a Deus.
Referência bíblica
BÍBLIA SAGRADA. Nova Versão Internacional (NVI).

Nenhum comentário:
Postar um comentário