quarta-feira, 16 de setembro de 2026

DÍZIMOS E OFERTAS: O CRISTÃO AINDA DEVE CONTRIBUIR?


DÍZIMOS E OFERTAS: O CRISTÃO AINDA DEVE CONTRIBUIR?

O que as Escrituras realmente ensinam sobre a décima parte, as ofertas voluntárias e a fidelidade a Deus
Cleriston Bezerra

Introdução

Poucos assuntos relacionados à vida cristã provocam tantas discussões quanto os dízimos e as ofertas.

De um lado, há aqueles que defendem que o princípio do dízimo continua válido para o cristão. De outro, há quem afirme que o dízimo pertencia exclusivamente à Lei de Moisés e que, depois da morte e ressurreição de Cristo, o cristão deve apenas fazer ofertas voluntárias.

Um dos argumentos mais utilizados contra a continuidade do dízimo afirma que, na Bíblia, ele era constituído de alimentos — cereais, frutos e animais — e não de dinheiro. A partir disso, conclui-se que entregar dez por cento dos rendimentos atuais não teria fundamento bíblico.

Mas será que essa conclusão considera toda a trajetória bíblica do dízimo?

Para responder adequadamente, não podemos começar em Malaquias nem selecionar apenas alguns textos da Lei de Moisés. Precisamos acompanhar o assunto desde seus primeiros registros, observar o que aconteceu antes da Lei, compreender sua regulamentação em Israel, examinar as palavras de Jesus e verificar como o Novo Testamento trata contribuições, sustento ministerial, ofertas e o episódio de Abraão e Melquisedeque.

Também precisamos distinguir duas coisas que frequentemente são confundidas: o princípio do dízimo e sua regulamentação dentro da Lei mosaica.

Se determinada prática aparece antes da Lei, não podemos simplesmente afirmar que ela nasceu com a Lei. Da mesma forma, se a Lei posteriormente estabeleceu regras específicas para Israel, não podemos transportar automaticamente todas essas regras para a igreja.

Nosso propósito, portanto, não é defender tradições religiosas nem justificar práticas abusivas. A pergunta que orientará este estudo é outra:

O que as Escrituras realmente ensinam?

O primeiro registro bíblico do dízimo: Abraão e Melquisedeque

O primeiro registro explícito de alguém entregando o dízimo aparece muito antes da formação da nação de Israel e da entrega da Lei no Sinai.

Depois de retornar da batalha em que resgatou Ló, Abraão encontrou Melquisedeque:

“Então Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho e abençoou Abrão [...] E Abrão lhe deu o dízimo de tudo.”

Gênesis 14:18–20 — NVI

Esse acontecimento é importante por uma razão histórica evidente: não havia ainda Lei de Moisés, sacerdócio levítico, tabernáculo ou templo.

Gênesis não registra um mandamento anterior no qual Deus tenha ordenado a Abraão que entregasse dez por cento. Portanto, não devemos inventar uma ordem que as Escrituras não registram. Ao mesmo tempo, a ausência desse registro não nos autoriza a afirmar que Deus jamais lhe tivesse dado alguma orientação anterior.

O que podemos afirmar com segurança é que, no primeiro registro explícito do dízimo nas Escrituras, Abraão já conhecia e praticava a décima parte.

O dízimo não começou com a Lei de Moisés.

Observe também a expressão utilizada: “o dízimo de tudo.” O texto de Gênesis não define aquele dízimo como exclusivamente cereais, frutos ou animais.

“Considerem a grandeza desse homem: até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo dos despojos!”

Hebreus 7:4 — NVI

Portanto, o primeiro registro bíblico não permite definir o dízimo simplesmente como “alimento”. Isso, isoladamente, ainda não demonstra toda a responsabilidade do cristão na Nova Aliança. Mas estabelece algo que precisará ser considerado durante todo o estudo: a existência do dízimo antecede a legislação mosaica.

Jacó e o dízimo antes da Lei de Moisés

Abraão não é o único exemplo anterior ao Sinai. Muito tempo antes da entrega da Lei, Jacó fez um voto a Deus:

“Então Jacó fez um voto: ‘Se Deus estiver comigo, cuidar de mim nesta viagem que estou fazendo, prover-me de comida e roupa, e levar-me de volta em segurança à casa de meu pai, então o SENHOR será o meu Deus. E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo’.”

Gênesis 28:20–22 — NVI

Novamente encontramos a décima parte antes do estabelecimento do sistema levítico. E novamente a linguagem é ampla: “de tudo o que me deres.”

O voto de Jacó é pessoal, e o texto não apresenta naquele momento um mandamento universal dirigido a todas as pessoas. Entretanto, o registro fornece uma segunda evidência histórica de que a prática da décima parte era conhecida antes da Lei de Moisés.

Abraão entregou o dízimo de tudo a Melquisedeque.

Jacó prometeu a Deus o dízimo de tudo o que recebesse.

A Lei posteriormente regulamentaria uma prática cuja existência as Escrituras já haviam registrado.

O dízimo na Lei de Moisés: era apenas alimento?

“Todos os dízimos da terra, seja dos cereais, seja das frutas, pertencem ao SENHOR; são consagrados ao SENHOR.”

Levítico 27:30 — NVI

“O dízimo dos seus rebanhos, um de cada dez animais que passem debaixo da vara do pastor, será consagrado ao SENHOR.”

Levítico 27:32 — NVI

Seria incorreto negar que, dentro da legislação de Israel, o dízimo envolvia produção agrícola e animais. A questão é outra: isso significa que a própria palavra “dízimo” deve ser definida universalmente como alimento? Não.

Israel vivia em uma sociedade profundamente ligada à terra, à agricultura e à criação de animais. A palavra “dízimo” indica a décima parte. Cereais, frutos e animais eram aquilo sobre o qual essa décima parte era aplicada dentro da estrutura estabelecida para Israel.

A própria legislação mostra que dinheiro e valores monetários não eram completamente estranhos ao assunto. Levítico 27:31 previa que, se alguém quisesse resgatar parte de seu dízimo, deveria acrescentar um quinto ao seu valor.

“Troquem o dízimo por prata, e levem a prata ao lugar que o SENHOR, o seu Deus, escolher.”

Deuteronômio 14:25 — NVI

Isso não significa que o dízimo ordinário de Israel fosse normalmente entregue em dinheiro. O texto não deve ser utilizado para afirmar aquilo que não diz. Entretanto, ele demonstra que também é excessiva a afirmação de que dinheiro jamais poderia possuir qualquer relação com o dízimo bíblico.

“Dou aos levitas todos os dízimos em Israel como retribuição pelo trabalho que fazem ao servir na Tenda do Encontro.”

Números 18:21 — NVI

O ponto fundamental é distinguir a forma histórica assumida pelo dízimo dentro da economia de Israel do princípio da décima parte, cuja existência já encontramos antes da Lei.

Dízimos, ofertas e fidelidade a Deus

“Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda perguntam: ‘Como é que te roubamos?’ Nos dízimos e nas ofertas.”

Malaquias 3:8 — NVI

Observe que o texto menciona duas categorias: “dízimos e ofertas.” Isso é importante porque demonstra que, naquele contexto, uma coisa não era simplesmente outro nome para a outra.

“Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa.”

Malaquias 3:10 — NVI

Novamente encontramos alimento relacionado ao dízimo. Isso é perfeitamente compreensível dentro do sistema religioso e econômico de Israel. Mas dizer que deveria haver alimento no depósito não significa que a palavra “dízimo” passe a significar lexicalmente “alimento”.

Malaquias 3 não deve ser transformado em uma fórmula moderna de enriquecimento. O centro da repreensão é fidelidade a Deus, não uma técnica para enriquecimento.

Onde as Escrituras declaram que as ofertas voluntárias substituíram completamente o dízimo?

Jesus confirmou ou aboliu o dízimo?

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas.”

Mateus 23:23 — NVI

Jesus não estava elogiando a hipocrisia dos fariseus. Eles demonstravam extremo rigor em determinadas práticas religiosas enquanto negligenciavam justiça, misericórdia e fidelidade. Entretanto, Cristo não os repreendeu por dizimarem.

É verdade que essas palavras foram pronunciadas antes da cruz, quando o sistema mosaico ainda estava em vigor. Por essa razão, Mateus 23:23 sozinho não resolve a questão da prática cristã depois da cruz. Mas também não registra Jesus abolindo ou condenando o dízimo.

Abraão, Melquisedeque, o dízimo e o sacerdócio de Cristo

Esse é um ponto decisivo.

“Esse Melquisedeque era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. Ele se encontrou com Abraão quando este voltava, depois de derrotar os reis, e o abençoou; e Abraão lhe deu o dízimo de tudo.”

Hebreus 7:1–2 — NVI

“Considerem a grandeza desse homem: até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo dos despojos!”

Hebreus 7:4 — NVI

O capítulo compara Melquisedeque com o sacerdócio levítico. Os descendentes de Levi recebiam dízimos de acordo com a Lei, enquanto Melquisedeque recebeu o dízimo de Abraão sem pertencer à linhagem de Levi.

Historicamente, o dízimo não dependeu do sacerdócio levítico para existir.

“Você é sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.”

Hebreus 7:17 — NVI

Hebreus 7 não apresenta uma legislação financeira para a igreja. Seu objetivo principal é cristológico e sacerdotal. Não devemos colocar no capítulo uma frase que ele não traz, como “todo cristão deve entregar dez por cento a Jesus”.

Hebreus 7 não ordena o dízimo aos cristãos — mas também não declara sua abolição.

Abraão entregou o dízimo quando ainda não existia nenhum levita.

Se o dízimo continua, por que os apóstolos ensinaram ofertas voluntárias?

“Quanto à coleta para o povo de Deus, façam como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, de acordo com a sua renda, reservando-a para que não seja preciso fazer coletas quando eu chegar.”

1 Coríntios 16:1–2 — NVI

“Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.”

2 Coríntios 9:7 — NVI

“Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos.”

2 Coríntios 8:3–4 — NVI

Essas passagens ensinam claramente a generosidade voluntária. Mas onde elas dizem: “As ofertas voluntárias substituíram o dízimo”? Essa declaração não aparece.

“...entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor...”

2 Coríntios 8:5 — NVI

“Da mesma forma o Senhor ordenou àqueles que pregam o evangelho, que vivam do evangelho.”

1 Coríntios 9:14 — NVI

Não encontramos uma fórmula apostólica expressa dizendo: “Todo cristão deverá entregar exatamente dez por cento de sua renda.” Mas também não encontramos: “O dízimo foi abolido” nem “A partir de agora, as ofertas substituem o dízimo”.

Dízimo e oferta podem ser compreendidos de maneira complementar: fidelidade na décima parte e generosidade nas ofertas.

Se não existe um mandamento apostólico explícito de dez por cento, por que afirmar que o cristão deve dizimar?

Porque uma doutrina não deve ser examinada apenas procurando uma única frase isolada. Precisamos considerar a trajetória bíblica do princípio.

O dízimo aparece com Abraão, aparece novamente com Jacó, é posteriormente regulamentado pela Lei de Moisés, é tratado pelos profetas, é mencionado por Jesus e o Novo Testamento retorna ao episódio de Abraão e Melquisedeque em Hebreus.

O sistema levítico teve um começo histórico e chegou ao seu cumprimento com a mudança de sacerdócio. Por isso, não devemos transportar para a igreja as regulamentações próprias daquele sistema.

O cristão não precisa levar cereais para um depósito do templo em Jerusalém. Não existe uma tribo de Levi na igreja. Não estamos submetidos às regulamentações territoriais dadas à antiga nação de Israel.

o princípio da décima parte

e a regulamentação levítica da décima parte.

dízimo como fidelidade na décima parte;

oferta como generosidade além dela.

O cristão não deve dizimar porque alguém o força, nem ofertar para comprar bênçãos. Ele pode fazê-lo voluntariamente, por convicção e com alegria.

O cristão deve dizimar e também ofertar.

A quem devem ser destinados os dízimos e as ofertas?

A responsabilidade não termina quando alguém contribui. As Escrituras também estabelecem princípios para aqueles que recebem e administram os recursos destinados à obra de Deus.

“Dou aos levitas todos os dízimos em Israel como retribuição pelo trabalho que fazem ao servir na Tenda do Encontro.”

Números 18:21 — NVI

“Da mesma forma o Senhor ordenou àqueles que pregam o evangelho, que vivam do evangelho.”

1 Coríntios 9:14 — NVI

O sustento legítimo de quem trabalha na obra de Deus possui fundamento bíblico. Isso, porém, é muito diferente de transformar a religião em meio de enriquecimento pessoal.

“Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir.”

1 Pedro 5:2 — NVI

Os recursos também podem servir à proclamação do evangelho, às necessidades legítimas da obra e ao cuidado com os necessitados.

“Somente pediram que nos lembrássemos dos pobres, o que me esforcei por fazer.”

Gálatas 2:10 — NVI

Quem administra também prestará contas

“Queremos evitar que alguém nos critique quanto ao nosso modo de administrar essa generosa oferta, pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens.”

2 Coríntios 8:20–21 — NVI

Transparência e responsabilidade financeira são compatíveis com a fé cristã.

A fidelidade de quem entrega não cancela a responsabilidade de quem administra.

Recursos consagrados à obra de Deus não se tornam propriedade pessoal de quem os administra.

Dízimo e oferta: obrigação, gratidão ou adoração?

“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.”

João 14:15 — NVI

Obedecer a Deus não significa ser forçado por uma pessoa. Nenhum pastor ou líder deveria utilizar medo, ameaças ou constrangimento para obrigar alguém a entregar dinheiro.

“Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.”

2 Coríntios 9:7 — NVI

Como vimos, o contexto trata de uma oferta específica. Entretanto, o princípio espiritual permanece precioso: Deus deseja uma contribuição consciente e alegre.

Contribuir com alegria não significa contribuir sem princípio.

“...de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo.”

Gênesis 28:22 — NVI

Obediência sem gratidão pode tornar-se mero dever exterior.

Gratidão sem compromisso pode tornar-se apenas sentimento.

Não damos para sermos salvos.

Não damos para comprar milagres.

Não damos para colocar Deus em dívida conosco.

Damos porque pertencemos a Ele.

Uma orientação prática para quem deseja dizimar e ofertar

Depois de compreendermos a diferença entre dízimo e oferta, podemos apresentar uma orientação prática para aqueles que desejam organizar seus recursos de maneira que expresse fidelidade e generosidade.

100% daquilo que possuímos permanece sob a soberania de Deus.

Separar o dízimo não significa que os outros noventa por cento deixem de pertencer a Ele e possam ser utilizados irresponsavelmente. Tudo deve ser administrado diante de Deus.

No dízimo, porém, encontramos nas Escrituras uma proporção definida: a décima parte — dez por cento.

Quanto à oferta, as Escrituras não estabelecem uma porcentagem universal. Depois de separar dez por cento como dízimo, permanecem noventa por cento sob nossa administração. A partir desses recursos, cada cristão pode decidir diante de Deus quanto deseja separar como oferta.

Pode ser, por exemplo, 1%, 2%, 3% ou outra proporção, conforme suas possibilidades e aquilo que determinou em seu coração.

Isso não é um mandamento bíblico.

100% — tudo permanece sob a soberania de Deus e deve ser administrado para Sua honra.

10% — separados como dízimo.

90% — permanecem sob nossa administração para nossas necessidades, responsabilidades e demais compromissos.

Desses 90% — cada adorador pode determinar voluntariamente quanto deseja separar como oferta.

Quem oferta três por cento não é necessariamente mais fiel do que quem oferta um por cento. Pessoas possuem rendimentos, responsabilidades familiares e condições diferentes. Deus conhece aquilo que entregamos e conhece também nosso coração.

No dízimo, respeitamos a proporção apresentada nas Escrituras.

Na oferta, exercemos voluntariamente a generosidade que Deus colocou em nosso coração.

Conclusão — À luz das Escrituras, o cristão deve dizimar e ofertar?

Sim. Há fundamento bíblico para que o cristão dizime e também oferte.

Essa conclusão não depende de um único versículo. O dízimo aparece antes da Lei, com Abraão e Jacó. Posteriormente, a Lei de Moisés regulamentou a prática dentro da estrutura religiosa, econômica e social de Israel. Os profetas trataram dízimos e ofertas como expressões de fidelidade. Jesus não condenou o dízimo. Hebreus retorna ao acontecimento anterior à Lei, no qual Abraão entregou o dízimo a Melquisedeque. E as ofertas ensinadas pelos apóstolos nunca são apresentadas como substituição explícita do dízimo.

Ao mesmo tempo, precisamos preservar aquilo que os textos não dizem. Hebreus 7 não apresenta uma ordem direta estabelecendo dez por cento para a igreja. Mateus 23:23 foi pronunciado antes da cruz. As regulamentações agrícolas e levíticas de Israel não devem ser simplesmente transferidas para a igreja. E as ofertas apostólicas devem permanecer voluntárias e alegres.

É justamente considerando todos esses elementos juntos que chegamos à conclusão.

Nenhum dízimo compra salvação.

Nenhuma oferta compra cura.

Nenhuma contribuição obriga Deus a enriquecer alguém.

A graça de Deus não está à venda.

Nossa salvação repousa na obra redentora de Jesus Cristo. Portanto, não contribuímos para sermos aceitos por Deus. Contribuímos porque reconhecemos que pertencemos a Ele e que aquilo que temos está sob Sua soberania.

Assim, rejeitamos os dois extremos: o comércio religioso que utiliza o dízimo e a oferta para explorar pessoas; e a tentativa de utilizar a graça cristã para eliminar toda responsabilidade de fidelidade e generosidade.

obediência sem imposição humana;

fidelidade sem legalismo;

voluntariedade sem irresponsabilidade;

generosidade sem ostentação;

gratidão sem interesse;

e adoração sem comércio religioso.

“Como posso honrar a Deus com aquilo que Ele colocou em minhas mãos?”

Tudo pertence a Ele. Tudo deve ser administrado diante dEle. E quando o cristão compreende isso, dízimos e ofertas deixam de ser apenas números e passam a expressar fidelidade, gratidão, generosidade e adoração.

Dizimar é reconhecer.

Ofertar é compartilhar.

Administrar com fidelidade é obedecer.

E fazer tudo isso com um coração agradecido é adorar a Deus.

Referência bíblica

BÍBLIA SAGRADA. Nova Versão Internacional (NVI).

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